SOBRE O AUTOR Lucas Fernandes Alvarenga, mineiro, natural de Belo Horizonte, a mais cosmopolita cidade das alterosas. Estuda jornalismo pelo UNI-BH, além de ser ex-aluno da Escola Alternativa. É editor de Economia e Esportes do blog Sem Fronteiras, estagiário do Jornal Impressão/ Revista Múltipla e integrante do Projeto Argumentum.
Olhar Alternativo traz, em primeira mão, o Jornal Mídia em Foco
É lançado oficialmente o Jornal Mídia em Foco, boletim institucional comemorativo do aniversário de 35 anos do Departamento de Ciências da Comunicação (DCC) do Centro Universitário de Belo Horizonte, o Uni-BH.
O jornal integra do projeto de cross media, desenvolvido em parceria pelos professores Abel Amâncio, coordenador-adjunto do Centro de Produção Multimídia (CPM) do Uni-BH, e a próxima coordenadora do curso de jornalismo da instituição, a professora de jornalismo on-line e ex-chefe de reportagem da Rádio Globo Minas, Lorena Tarcia.
O Mídia em Foco incorpora as quatro mídias - impresso, on-line, rádio e televisão - que se articulam sob o mesmo tema: os 35 anos do DCC e sua importância à comunicação, no que tange o cenário mineiro e nacional.
As oito páginas, setoriazadas por histórico, habilitações e mercado de trabalho ressaltam a sintonia entre os quatro cursos de comunicação social oferecidos pelo Uni-BH com o mercado de trabalho e as exigências do Ministério da Educação (MEC).
Destaque para o caderno Mercado de Trabalho, que traz uma panorama traçado pelos quatro coordenadores do DCC, em relação ao mercado, além de entrevista com Leopoldo Siqueira, editor-responsável do Alterosa Esporte, e participações de Rodrigo Saturnino, editor e criador do Jornal O Binóculo, Nair Prata, coordenadora do Núcleo de Imprensa do Uni-BH e jornalistas blogueiros reconhecidos, como o graduado pelo Uni-BH, Wander Veroni, e Letícia Castro, do Café com Notícias e Babel.com, respectivamente. Não deixe de conferir o Jornal Mídia em Foco. Basta fazer o download, clicando abaixo:
Sinopse: "As últimas horas da vida de Sandro do Nascimento, 22 anos, o 'seqüestrador do ônibus 174', foram acompanhadas por milhões de pessoas através da TV. O enterro dele foi acompanhado por apenas uma pessoa - sua mãe adotiva.
Instigado pelo documentário Ônibus 174 de José Padilha, o diretor Bruno Barreto construiu um relato ficcional para contar a história do encontro de um adolescente órfão e de uma mulher obcecada pela memória do filho. O encontro de duas pessoas à deriva, que teve como desfecho a morte de uma jovem professora e de Sandro, deixando aquela mãe novamente órfã de seu filho."
O longa-metragemÚltima Parada 174, candidato brasileiro ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009, aposta em uma fórmula bem sucedida por aqui: a demonstração, através da ótica cinematográfica, da violência exacerbada, marca de obras atuais e bastante relevantes em nosso cinema, como é o caso de Carandiru, Cidade de Deus, e recentemente, Tropa de Elite, fenômeno de bilheteria.
O resgate da tragédia no Jardim Botânico traz mais uma vez através da arte, uma reflexão profunda acerca dos mecanismos de combate a tais barbaridades e do quão frágil somos ante aos novos tempos, em que a cada dia mais, somos envolvidos por um contexto social descabido, e, aparentemente, sem fim, que deságua em um círculo vicioso.
De Lucas Fernandes - redigido em 16 de agosto de 2008
Em agradecimento às palavras serenas e valiosas de Jackson Martins
Há que se descobrir por trás das atitudes, sua real motivação
Os raios luminosos da manhã firme de sábado, nove de agosto de 2008, surgiram nas Gerais com sinal àqueles que porventura deixaram as instalações da Escola Alternativa, endereço das habituais reuniões do FINPE - Fórum Internacional de Pesquisa. Ao mais profano dos seres, nada melhor que as luzes da razão sobre as mentes daquelas dezenas pensantes, como eu. Aos mais céticos, nada mais adequado que a fala mansa e humilde de um servo de Deus, que contrariando expectativas, revelou-nos a face clara e pouco dogmática escondida por detrás da Igreja, nem sempre aberta a reflexões.
A concessão para pesquisas não-restritivas de células-tronco embrionárias, decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em 29 de maio, aflorou a polêmica acerca da concepção do que é vida, pondo Igreja e Ciência em rota de colisão. A nós, seres movidos pela natureza humana das respostas absolutas, a incompatibilidade de valores entre razão e fé parecem nos levar a uma tomada de decisão, indo de encontro com nosso eu, vedado por preconceitos e pré-julgamentos.
Durante exatos trinta minutos, ouvimos atentamente as explicações, repercussões e histórias que envolviam as tais células-tronco embrionárias. Detalhes fundamentados na pesquisa e em experiências particulares, como a do palestrante Breno Brito, que encontrou nas células tótipotentes de cordão umbilical (não-embrionárias), a cura definitiva para uma doença rara que sua filha, porventura, veio a ter. Neste exato momento, poderia me delongar com minúcias sobre o assunto. Mas opto por terminar por aqui e retomar a reflexão acima.
Eis que no dia nove, após as nove horas e citadas nove vezes ao longo do discurso inicial, a palavra motivação, o debate ganhou novos ares e porque não, uma direção inesperada. Ao invés de defender a proibição das pesquisas sob a alegação de dano à vida, gerada após o ato sexual, o pastor Jackson Martins, de 46 anos, trouxe a comunidade um fato novo: a reflexão ante as fórmulas prontas e acabadas. No universo jornalístico isso vem a ser quase um ultraje. Renegar e abolir os manuais de redação, fontes de enquadramento. E não possíveis caminhos para a solução dos questionamentos comuns quando se trata de vidas.
Ao invés de procurarmos respostas universais, passemos a refletir sobre tudo e todos, sem pré-julgamentos, preconceitos e afins. Trata-se de uma tarefa árdua, que já havia aprendido, mas talvez não compreendido com tamanha lucidez. Há que se descobrir por trás das atitudes, sua real motivação. Aquilo que leva o ser humano, desbravador das fronteiras naturais e artificiais, criadas por nós mesmos, a pensar o que se esconde atrás da benevolência de ajudar o próximo, de trazer uma nova vida àqueles que sempre enxergar sombras.
Eis que nem tudo são flores. Há que visualizar a ganância pelo comércio das tais células, as aflições, dúvidas e prováveis ressentimentos pelo uso desse método. E em resposta a posição da Igreja, este servo de Deus, por mim citado, disse que o cristianismo não é entrave à ciência, é caminho para o debate e para a construção do saber que se encontra dentro de nós.
Por isso, saiba. A verdade não é a verdade dos outros, mas sim, o princípio que a sua consciência determina. Afinal, sua experiência é única, imutável e cabe a você, somente a você, a decisão afirmativa ou negativa, não importa a questão.
De Lucas Fernandes -redigido em 16 de agosto de 2007
Não lembro com extrema riqueza de detalhes, contudo trago na memória a cena em que, sentado no sofá da minha casa, deparei-me com o televisor ligado a minha frente e vagando pelo universo do nada, acordei da inércia que me acometera com os gritos de um vizinho que resmungava sobre uma nova queimada, em um lote frontal a minha residência.
É óbvio que me dignei com tal violência ao meio ambiente! Então ouvi uma voz apelativa vindo do televisor pedindo a Cristina Kirchner soluções para o provável apagão energético argentino. Só assim me toquei que "estava a destruir o planeta" se permanecesse com o televisor ligado.
Olhei o ambiente ao meu redor e pude perceber que, as modificações do espaço natural, em decorrência do crescimento populacional e industrial, sufocam a Terra que dá sinais de esgotamento com tamanha poluição, destruição do O3, com a escassez de recursos e com o aumento da temperatura global. Os gradientes térmicos urbanos e a elevação da temperatura em mais de 0,7 Cº nas últimas décadas me deixaram perplexo e estarrecido em meio à sala confortável e vazia.
Ora, o planeta febril também sente frio. Vê o derretimento das calotas polares que, em contato com a água do mar, dessalinizam e emanam correntes frias aos continentes, deixando o gigante de 6,5 bilhões de habitantes, atordoado com a possibilidade de uma era glacial. Última e derradeira solução a fim de extirpar o excesso de gases nocivos como o CO2, CH4, NO2, NO3 e SO2, além dos CFC's, já em desuso.
Se poluímos, sofremos com a poluição que aumenta a cada nível trófico. Veja: a eutrofização das águas (acúmulo de substâncias orgânicas) permite a proliferação das bactérias aeróbicas que retiram o O2 da água. O nitrogênio, por sua vez, contamina os lençóis freáticos. Já a eliminação de SO2 pelo diesel, leva à chuva ácida, mais uma das inúmeras mazelas terrestres. Sem me dar conta do que se passava, abri a janela, respirando o resultado de nossa "evolução": o CO, que reage com a hemoglobina, impedindo o transporte de O2.
Então, por um momento refleti: de que me vale a consciência, se somos bilhões a liberar o CO2 pela respiração, queima e decomposição natural. Se os combustíveis fósseis que deveriam ser uma alternativa, são solução. Se o infravermelho que deveria ser refletido é absorvido graças à poluição. Se a China é a maior emissora de CO2 por carvão mineral. Se as queimadas no Brasil, principalmente na região amazônica, criam novos buracos na camada de ozônio. Se os Estados Unidos se quer ratificam Kyoto. Se o aquecimento global pode elevar a temperatura em 1,4 a 5,4 Cº, prejudicar a produção agrícola em 30 a 40%, aumentar o nível do mar em 9 cm a 88 cm e levar a desertificação. Se os níveis de carbono passaram de 0,28% a 0,4% nos últimos 100 anos. Se a destruição do O3 permite com que o infravermelho atinja a Terra com maior freqüência, logo com maior energia. Se nada fiz a não ser cruzar os braços!
Agora, faço minha parte, certo de que posso fazer mais e de que são as pequenas atitudes que começarão a tocar o mundo sobre a necessidade de salvar o Gigante Azul, pois a pior agressão é a inércia ante a esta catástrofe iminente que nós criamos e só nós podemos consertar, sabe-se como.
De Lucas Fernandes - redigido em 14 de maio de 2008
As luzes do bicentenário da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil parecem não ter comovido grande parte da nação, que se quer compreende a importância do fato para esta terra tupiniquim. Àqueles que se interessam, resta um questionamento: "Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil"? São com essas palavras que o jornalista e diretor-superintendente da Editora Abril, Laurentino Gomes, remonta através de uma narrativa leve, a história da fuga da Dinastia de Orleans e Bragança, no livro "1808", lançado este ano pela Editora Planeta.
Os vinte e nove capítulos levam ao leitor burburinhos e fatos históricos, por meio de relatos quase cinematográficos, de uma história que começa, não com a fuga de Dom João VI, sua família e apadrinhados com títulos de nobreza em 1808, mas sim, com os vários planos de transferir o governo para o Brasil, anteriores ao desenrolar da Revolução Francesa, quando Napoleão destronou vários monarcas, colocando familiares seus para assumirem os tronos europeus. Dentre essas, estão as tentativas dos tempos de União Ibérica.
O pânico de que "cabeças poderiam rolar" com o Bloqueio Continental, imposto pelo Imperador Napoleão Bonaparte, fez Dona Maria, a Rainha Louca, ter ataques mais lancinantes ainda. Ao posto de Rei Português restara Dom João. O indeciso, fraco e medroso monarca provara que uma vez na vida foi capaz de ousar. Cumpriu ordens francesas como forma de enganar Napoleão, pediu arrego aos britânicos e fez os portugueses crerem no cumprimento do Bloqueio. Mas, ao avanço das tropas de Junot, general francês, Dom João apressou-se a zarpar. Em 29 de novembro de 1807, 15 mil pessoas, dentre eles, a Família Real, partiam do Rio Tejo rumo ao Brasil, protegidos pela Marinha Britânica.
A viagem à colônia americana ficara marcada pelos piolhos e pela escassez alimentícia. Por isso, a Corte lusitana resignou-se a desembarcar em Salvador, ex-capital brasileira. Lá, o Rei participou da cerimônia do "beija-mão", excêntrica, para não dizer estranha. Das esquisitices de turbantes, cerimônias e afins, os navios portugueses e ingleses partiram rumo ao Rio de Janeiro. Na chegada, muitas pompas e casas requisitas por D. João VI, marcadas pela sigla P.R. - Príncipe Regente - que para bom entendedor, tornou-se "Ponha-se na Rua". E assim a Corte se instalou. Tomara as casas e saqueara Portugal.
O Príncipe-Regente, qualificado com gênio por uns e medroso por outros, foi o responsável direto pelo desenvolvimento da colônia, criando o Banco do Brasil, que saquearia ao sair daqui, em 1820, fundou a Imprensa Régia, mandou que criassem o Jardim Botânico, além de faculdades de Medicina e Direito, a Biblioteca Real e os mais importantes atos, a abertura dos portos às nações amigas (todas, menos a França) e a elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves. Este posto foi, sem dúvida alguma, ponto de partida para a Independência, com o Príncipe Dom Pedro de Alcântara.
A obra de Laurentino Gomes, "1808", além de ser best seller dos mais intrigantes lançados por escritores nacionais, é também um convite ao bom-humor e às noites frias e tediosas. O superintendente da Veja traz, em meio a documentos, fatos e datas, hábitos de uma Rainha que surtara de vez, de uma Princesa de sangue quente e laços de amor e ódio com negros, um Príncipe-Regente mantinha relações mais que amigáveis com seu camareiro, além de levar consigo franguinhos que eram desossados e postos nos seus uniformes engordurados.
Interligando de maneira harmoniosa, uma pesquisa histórica de anos, burburinhos de tempos marcantes na nossa história e uma reflexão sobre o descaso da Corte e da população com nosso patrimônio, "1808" agrada qualquer "paladar lingüístico", desde leitor ávido e de grande bagagem cultural até aquele que vê nos livros, bons objetos para serem colocados na estante.
Para que o internauta aprecie este best-seller, colocamos a sua disposição a versão completa de "1808". Basta clicar no link abaixo:
De Lucas Fernandes - redigido em 03 de junho de 2008
A informação nos leva ao mundo, nós levamos a informação até você
Quatro estudantes, oito editorias, alguns colaboradores esporádicos e uma vontade enorme de trazer novos horizontes, com criatividade, compromisso e qualidade acima de tudo. De uma conversa informal surge um projeto. Do projeto nascem planos. Os planos dão nota a uma proposta alternativa de jornalismo. Dia 07, uma forma inteligente de se fazer jornalismo entra para o universo da web.
Restam poucos dias para que o Sem Fronteiras entre no ar. Um blog que pretende fugir do convencional, sendo abrangente, democrático e conferindo aos seus leitores, uma miscelânea de informações, que esperamos levar até você, com a máxima qualidade, nada muito difícil, em si tratando de André Martins, Lucas Catta Prêta e Ricardo Lima (todos excepcionais e modestos), além deste blogueiro que vos escreve periodicamente no Olhar Alternativo, e que, lhes apresenta a Equipe Sem Fronteiras.
A cargo de Internacional e Política estará o professor de inglês e blogmaster do Foco Geral, Lucas Fernando Catta Prêta. No comando da editoria "Ilustrada", o SF contará com o artista e autor do blog Neurophobic and Perfect, Ricardo Lima, o "Laranja". Já no comando de Cultura teremos André Martins, talentoso estudante pedro-leopodense, que dividirá com este blogmaster que vos informa e também editor de Economia, Lucas Fernandes, a editoria de Esportes.
Continuem acompanhando o blog Olhar Alternativo ou acessem o Foco Geral, do brilhante blogmaster Lucas Catta Prêta, para saber maiores informações sobre o seu mais novo veículo de informações na web, o Sem Fronteiras.
Sem Fronteiras - a informação nos leva ao mundo, nós levamos a informação até você
De Lucas Fernandes - redigido em 16 de maio de 2008
O ciclone Nargis e o terremoto que atingiram respectivamente, Mianmar, em 3 de maio, e, a China, palco dos Jogos Olímpicos deste ano, na última segunda-feira (12) deixaram o mundo em estado de choque, devido à grande proporção de vítimas, mas principalmente em alerta, com relação ao direcionamento de verbas e da atenção do governo Chinês para a recuperação das áreas destruídas, atrasando as obras para as Olimpíadas de Beijing (Pequim).
A tragédia em Mianmar, país marcado por um regime militar que perdura 40 anos e que foi alvo de protestos de monges no fim do ano passado, já deixou um saldo de 43.318 mortos e 27.838 desaparecidos, segundo veículo de comunicação estatal do local. A ONU advertiu que o número de vítimas fatais poderá chegar a 100 mil pessoas, caso não haja uma rápida mobilização humanitária internacional. No entanto, a Junta Militar que governa a região, antiga Birmânia, mostra reticente quanto à assistência aos sobreviventes. A Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) já enviou 79 toneladas de suprimentos à Mianmar.
Na China, o terremoto de 7,9 graus na Escala Richter que ocorreu em Chengdu (epicentro), sudoeste do país, região distante da capital Pequim, deixou escombros, milhares de desabrigados e um prognóstico de mais de 50 mil mortos, segundo coordenadores de resgate. Eles reclamam da escassez de água, materiais médicos e equipamentos necessários para o resgate. Hoje eles fazem o trabalho com as mãos e contabilizam o número de vítimas fatais, que chegou a 19.509 pessoas, fazendo com que este seja o pior tremor dos últimos 30 anos. O governo chinês que já suspendeu as aulas na área, deverá amenizar o ocorrido com um montante de US$ 187,3 milhões (R$ 307,2 milhões).
O medo de que o PCC (Partido Comunista Chinês) reverta quantias dos Jogos para o incidente assustou alguns organizadores. Já quanto à catástrofe atrasar o início das Olimpíadas, é uma possibilidade descartada, uma vez que a região atingida não tem relação nenhuma com provas ou delegações aguardadas na China, em agosto.
Razões para os freqüentes incidentes
O território chinês está sob a placa tectônica da Eurásia e das Filipinas, e seus constantes movimentos geram os tremores freqüentes na região. Isso ocorre também no Japão, Mianmar, Filipinas, Índia, Vietnã e outros países do sudoeste asiático.
Os terremotos ou abalos sísmicos são movimentos naturais da crosta terrestre que se propagam por meio de vibrações que liberam energia, medida pela Escala Richter, que vai de 2 a 12, em uma escala de crescimento geométrico. Anualmente são produzidos cerca de 1 milhão de abalos, sendo que só 5 mil são perceptíveis e 20 a 30 produzem danos ao homem. O ponto em que se manifesta é seu epicentro e a distância entre o local de origem é denominada hipocentro do terremoto ou foco.
Já quanto aos ciclones e afins, a região é receptora de ventos, devido ao fato de ser uma área de baixa pressão atmosférica. Esses locais têm como característica o clima tropical, que faz com que o vento saia de pontos onde o clima é frio com grande velocidade, gerando tufões, como assim são denominados no continente asiático.
Congresso Internacional discutiu rumos da mídia impressa e ética no jornalismo
De Lucas Fernandes - redigido em 11 de maio de 2008
O III Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), discutiu nesta sexta-feira (9) e sábado (10), no Campus Diamantina, Bairro Lagoinha, técnicas, questões e histórias inerentes à investigação em grandes coberturas e reportagens. Dentre os temas abordados no evento, organizado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), em parceria com a universidade belo-horizontina, destacaram-se os rumos da mídia impressa nacional e internacional, além da ética jornalística.
A 3ª edição do Congresso, a primeira fora do eixo Rio - São Paulo, contou com 412 inscritos e 83 palestrantes presentes, divididos em 57 oficinas propostas. Ao longo das vinte horas de troca de experiências, os profissionais envolvidos no campo investigativo abordaram histórias de vida, situações profissionais com bom humor e crítica aguçada, mas principalmente, deram um enfoque especial para a questão ética no jornalismo, debatida na abertura do evento (dia 8) junto aos processos aos jornalistas da Folha de São Paulo, Extra e A Tarde, além de abordarem os rumos da mídia impressa frente à expansão digital, que atinge o Brasil e o mundo.
Rosental Calmon Alves, do Knight Center
O avanço tecnológico retratado pela internet, ferramenta interativa de comunicação digital, foi um fantasma que amedrontou os veículos impressos pelo mundo. No Brasil, país que detém, juntamente com a Índia, cerca de 70% das contas de Orkut e o posto de grande desenvolvedor de softwares, a impressa teve seu melhor ano em 2007. Nunca foram vendidos tantos jornais, o que vai contra a maré internacional de declínio da mídia impressa. A internet vem tomando o lugar de jornais tradicionais nos EUA, Canadá, na Europa e Japão, por exemplo.
Em sua palestra "A (Re) Construção do Jornalismo para a Era Digital", o professor titular de Jornalismo Online da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, Rosental Calmon Alves, deixou perplexos aqueles que o ouviam com seu tom "profético". Segundo ele, os jornais têm que investir nos profissionais, além de mudarem suas linhas, buscando novas fórmulas e projetos, que permitam uma leitura agradável, além da participação ativa do leitor. "Sempre criticaram o jornalista, só que antes ele não sabia", disse Rosental ao se referir a uma coluna de um jornal português, onde o leitor passou a criticar o trabalho do jornalista. Já o editor de esportes do Jornal Estado de Minas, Cláudio Arreguy, acredita que o jornal deve buscar cada vez mais as boas histórias, além é claro, da reportagem.
Na busca pelo diferencial, jornalistas, principalmente aqueles que se envolvem com o campo investigativo, se lançam à procura da informação, do furo e/ou de vestígios que levem a uma grande matéria. O resultado disso pôde ser acompanhado na abertura do Congresso. Jornalistas processados por danos morais. "Os jornais já estão pagando ou fazendo acordos na casa do milhão com o Código Civil", ressalta o jornalista Claudio Julio Tognolli, em "Jornalismo capivara e velório para ossadas", veiculado no Observatório da Imprensa. Segundo ele, vários advogados estão se utilizando do Artigo V, inciso X, da Constituição Federal de 1988 - "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação". "Todos os jornalistas deveriam conhecer a Constituição, o Código Civil, Penal", afirma Claudio em sua palestra "Metodologia da Reportagem", dia 10.
ESPECIAL: Caixa Dois de Furnas financia políticos pelo país
De Lucas Fernandes - redigido em 05 de maio de 2008
O consultor de empresas, Nilton Monteiro, entregou ao Ministério Público de Estado de Minas Gerais (MPE), o primeiro recibo original de recebimento de propina do caixa dois de Furnas Centrais Elétricas, por parte de políticos da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. No centro da polêmica está o ex-diretor da estatal em 2002, Dimas Fabiano Toledo, hoje, deputado estadual eleito pelo Partido Progressista (PP), acusado de comandar o esquema, denominado por alguns como "Tucanoduto".
O recibo comprova que o ex-ministro do governo FHC, Francisco Luiz Sibut Gomide, repassou ao deputado José Tasso de Andrade a quantia de R$ 2.275.000,00, enviada pelo diretor de Furnas, Dimas Fabiano, a fim de beneficiar políticos, na sua maioria, do Espírito Santo. O documento é uma prova contundente de corrupção e irregularidades do ex-diretor das Centrais Elétricas. O recurso ilícito provém de empresas que prestavam serviços à estatal e foi utilizado para financiar campanhas pelo país.
A lista traz 156 nomes, sendo 47 do PSDB (com 68,3% da propina) e 33 do antigo PFL (com 9,3% da verba total). O documento de suposta autoria de Dimas Fabiano releva um repasse de verbas de R$ 39.900.000,00, provenientes de empresas ligadas à estatal. O recibo probatório traz o nome do candidato à presidência pelo lado tucano em 2002, José Serra, atualmente governador de São Paulo. Já a lista aponta nomes de destaque como o de Geraldo Alckmim, candidato à presidência ao governo paulista em 2002 e de Aécio Neves da Cunha, atual governador do Estado de Minas Gerais. Os três políticos tucanos ficaram, segundo a lista, com 54,6% do dinheiro do esquema de Furnas.
O Olhar Alternativo, juntamente com a Equipe FINPE Alternativa, traz a famosa lista de Furnas Centrais Elétricas, além do primeiro recibo de propina, entregue por Nilton Monteiro.
Nilton e a Operação Pasárgada
Nilton Monteiro é apontado, segundo fontes fidedignas ligadas ao Portal Novo Jornal, como figura importante para o esclarecimento da atuação dos prefeitos envolvidos na Operação Pasárgada, esquema de desvio de dinheiro que repassava verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a municípios em debito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de decisões judiciais forjadas e compradas pelo esquema.
A fraude, desestruturada simultaneamente em Minas Gerais, na Bahia e no Distrito Federal, teria deixado um roubo de R$ 200 milhões nos cofres públicos somente nos últimos três anos. A Polícia Federal (PF), que iniciou as investigações há oito meses, supostamente municiada pelo consultor de vendas, afirma que os prefeitos contratavam um escritório de advocacia, provavelmente de um lobista, para que esse oferecesse vantagens a servidores da Justiça e juízes, que deveriam obter pareceres favoráveis. Os honorários eram repartidos entre os advogados e prefeitos.
Nem tudo é um mar de rosas para o futebol das alterosas
De Lucas Fernandes - redigido em 13 de abril de 2008
É um erro pensar que a crônica esportiva mineira se enganou ao apontar que o ano de 2008 como uma data histórica para o futebol mineiro. A ascensão repentina do Ipatinga à elite, a elevação das cotas de televisão, a qualificação continental do Cruzeiro e os centenários de Atlético e Villa Nova foram requisitos suficientes aos torcedores, que de tão apaixonados, se entregaram a demasiada euforia da grande mídia, anunciada por alguns como reflexo da retomada do poderio mineiro no cenário nacional, e, vista por outros com a desconfiança daqueles que já presenciaram desgraças inimagináveis.
O término da primeira fase do Campeonato Mineiro certamente reservou surpresas e decepções aos profetas da bola, a torcedores, jogadores, técnicos e dirigentes. Para aqueles que acreditavam em um novo tempo de glórias, saibam: nem tudo é um mar de rosas para o futebol das alterosas.
O Cruzeiro, garantido na segunda fase da Copa Libertadores (Cruzeiro x San Lorenzo - fotode Marcelo SantAnna/EM), trouxe junto ao seu técnico, Adilson Batista, características do futebol europeu. A marcação pressão, mas, principalmente a adaptabilidade da equipe a adversário, algo que já fazia o ex-técnico celeste Ênio Andrade, permitiu que se poupasse atletas. Todavia, seria ilusão acreditar que a equipe tem um grupo capaz de avançar em competições nacionais e internacionais sem contratações para o setor ofensivo, que carece de jogadores de movimentação. O retorno do volante Fabrício é um alento ao time, destaque até então pela aplicação tática e pelo bom momento técnico. Quando a determinação não é posta em prática ocorre o que presenciamos contra o Ituiutaba: o fácil torna-se difícil e faltam palavras que expliquem o inexplicável.
O Atlético, no ano de seu centenário (festa do centenário - foto de Jorge Gontijo/EM), corre o risco de ficar sem ter nada o que comemorar. A equipe que apresenta um setor defensivo sólido desde a era Levir, esbarra na limitação técnica do grupo. As contratações de Petkovic e Souza são apostas baseadas na "folha corrida" desses atletas. A idade preocupa o torcedor do galo, que já não enxerga mais em Marinho a esperança de balançar as redes no ano 100. Reste talvez apostar nos jovens talentos, como Márcio Araújo, Renan, Eduardo, Renan Oliveira e Danilinho, o xodó da torcida alvinegra. E assim, o tempo passa e com ele sem vão às esperanças do atleticano.
O Villa Nova, de 100 anos de inúmeras alegrias ao povo de Nova Lima e patrimônio cultural da cidade, foi do céu ao inferno, com o planejamento de um time vencedor e técnico no papel, com o projeto do novo Alçapão e a parceria mais que sólida com a Anglo Gold e FIAT, chegando após três rodadas, a estar ameaçado de cair devido aos altos e baixos da equipe no Campeonato Mineiro. O sonho da segunda divisão passou com brisa.
Mas, entre as decepções, resta a maior: o Ipatinga. A equipe do Vale do Aço, recém-promovida à Série A do Brasileirão ao comando de Émerson Ávila, perde seu técnico logo no início da temporada, graças as peripécias de seu dirigente Itair Machado, acusado de aliciar jogadores os jogadores Glayson e Ricardinho, do Villa Nova. A equipe, grande sensação da temporada passada, não se reforçou para os setores mais críticos - o ataque e a zaga- e ainda perdeu seu artilheiro Alessandro e os titulares Diego Silva e Márcio Alemão. Agora, o rebaixado (jogo da queda com o Villa - foto de Sérgio Roberto/Futura Press) Tigrão de Aço terá que engolir a possibilidade de ver o torcedor americano, menosprezado pelo dirigente ipatinguense, dizer em 2009: nos encontramos, TALVEZ, após o Natal seguinte! Quiçá em outros carnavais!